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Clipping do dia:      19/12/2007
Data de veiculação: 19/12/2007

O Estado do Maranhão

Psiquiatra é assassinado por dentista

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Crime ocorreu dentro do consultório do médico

Veículo: O Estado do Maranhão
Seção: Polícia
Data: 19/12/2007
Estado: MA

O psiquiatra Carlos Augusto da Silva, de 50 anos, foi morto com três tiros, ontem, quando atendia o dentista Ricardo Almeida, de 44 anos, em seu consultório, por volta das 8h20m. O paciente é acusado de ter feito os disparos que atingiram o médico na virilha e na perna. O crime aconteceu no consultório do médico, na sala de um pequeno shopping, no número 125 da rua Soares da Costa, na praça Saens Peña, na Tijuca.
Carlos Augusto da Silva chegou a ser socorrido por policiais do 6º BPM (Tijuca) e levado para o Hospital do Andaraí, mas não resistiu aos ferimentos. Ele morreu à tarde, após prestar depoimento ao delegado da 19ª DP (Tijuca), Valter Alves de Oliveira.
“Um dos tiros deve ter perfurado a veia femoral, já que ele perdeu muito sangue”, disse um policial do Serviço Reservado da Polícia Militar, que socorreu o psicólogo. Policiais civis procuravam Ricardo Almeida. De acordo com testemunhas, ele estava dentro da sala do médico, sendo consultado, quando foram ouvidos os disparos. Antes, os pacientes que aguardavam na ante-sala teriam ouvido uma discussão entre os dois.

Outros casos
Embora raros, há outros casos de médicos assassinados por pacientes psiquiátricos. Em 1999, Rodolpho Paulo Rocco, de 65 anos, foi morto a tiros em seu consultório no Leblon. Clínico geral e gastroenterologista, ele atendia a duas pacientes quando o criminoso invadiu seu consultório, na sala 301 do centro comercial Vitrines do Leblon, na Avenida Ataulfo de Paiva 1.079, e fez vários tiros de pistola nove milímetros, que atingiram o peito e a cabeça do médico. Dias depois, a polícia prendeu o suspeito do crime: um paciente que sofria de delírio de influência em que acreditava que suas forças estavam sendo sugadas pelo médico. Em São Paulo, há alguns anos, o psiquiatra Blay Neto foi assassinado por uma paciente idosa, que também apresentava um quadro de delírio.
Para Marco Antônio Brasil, professor-adjunto de psiquiatria da UFRJ e ex-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, há pacientes, em especial aqueles que apresentam quadros psicóticos, que podem se tornar agressivos: “Pode acontecer. Já existem alguns relatos não só no Brasil como no exterior. A formação profissional prevê o treinamento para atender a este tipo de paciente, mas, à medida que as coisas se tornam raras, acaba acontecendo uma certa despreocupação”, disse Brasil.
As motivações para a violência contra o médico variam muito. Podem estar relacionadas, por exemplo, a quadros de delírio eróticos ou de influência, muito comuns em pacientes psicóticos.

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